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domingo, 12 de agosto de 2007

UMA SAÍDA !!


A Coisa Tá Preta, sempre defendeu, alem do fim das QUEIMADAS DA CANA, a humanização do trabalho dos cortadores de cana. O atual sistema adotado pelos usineiros, pela sua própria natureza, leva o trabalhador a ter uma vida produtiva inferior à aquela vivenciada pelos escravos no tempo do império, pois o trabalhador recebe por produção, mas o valor pago pelo metro de cana cortada ( na média R$ 0,10) obriga-o a trabalhar até a exaustão de suas forças, para no final do dia deverá cortar 150 metros³ de cana para receber R$ 15,00 (quinze reais) pelo dia de trabalho, o que em um mês daria no máximo R$ 115,00 (Cento e quinze reais). Entretanto para receber algo próximo do salário mínimo o trabalhador (cortador de cana ) terá que cortar 300 metros³ de cana por dia! Mas existem trablhadores que chegam a cortar 12 toneladas por dia!!!!!

Segundo o pesquisador O professor Francisco Alves, da Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, tal mandeira de remunerar o trabalho do “bóia-fria”, como são conhecidos os cortadores de cana, e a maioria dor trabalhadores rurais, a saída seria o pagamento de salário fixo por ano.

A Coisa Tá Preta reproduz aqui, a matéria da jornalista Beatriz Camargo, publicada no REPORTER BRASIL www.reporterbrasil.org.br edição de 9 de agosto de 2007 leia a matéria, e visite o site Repórter Brasil

Pesquisador prega extinção do trabalho por produção.

O professor Francisco Alves, da Universidade Federal de São Carlos, sustenta que o ganho por produção é o responsável pelas mortes de cortadores nos canaviais e sugere pagamento por salário fixo pelo ano todo

Por Beatriz Camargo

Parar de pagar o cortador de cana-de-açúcar por produção e passar a pagar por salário fixo. Esta é a recomendação do economista Francisco José Alves, professor no departamento de engenharia de produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para acabar com as mortes por excesso de trabalho. Ele mostra que o ganho por produção coloca metas iguais para trabalhadores diferentes: a média de 12 toneladas colhidas por dia por pessoa durante a safra é facilmente atingida por alguns trabalhadores e significa muito esforço para outros, levando à exaustão. Para o pesquisador, mesmo que o piso salarial (cujo maior valor é de R$ 500,00) aumentasse, a relação proporcional determinada pela remuneração por produção continuaria fazendo com que o trabalhador se esforçasse além dos limites do seu corpo para ganhar mais.

Francisco defende que desatrelar pagamento e produção é a única maneira de garantir uma vida mais longa ao trabalhador e menos acidentes e doenças decorrentes do trabalho. Hoje, a expectativa de vida de um trabalhador cortando 12 toneladas de cana por dia é de dez a 12 anos. Muitos cortadores acabam por pedir aposentadoria por invalidez, após cerca de dez safras. "E quem paga essa aposentadoria? Somos nós, a sociedade como um todo. Então, o que nós estamos fazendo: estamos apoiando um setor que tem um enorme passivo trabalhista", critica. "O conjunto da sociedade tem que pensar nisso."

Hoje, nem trabalhadores nem usineiros querem que o modelo de pagamento por produção seja modificado. O único órgão que está realizando campanha nesse sentido é o Ministério Público do Trabalho (MPT), baseado nas pesquisas de Francisco José Alves. "A discussão que eles têm que fazer é: querem viver a vida ou ser aleijado precocemente ou morrerem?"

Repórter Brasil - Quais são os problemas do trabalho por produção?
Francisco Alves - O trabalhador da cana só vai saber quanto produziu depois de um mês, ou no mínimo 15 dias. Ele sabe quantos metros tem a área cortada, mas não sabe qual é o peso dessa cana. E essa conversão será feita pela usina, porque é ela que tem a balança. Então é um trabalho por produção em que o valor da peça não está determinado. Isso faz com que o safrista se esforce mais para ganhar mais. Para cortar 200 metros, ele faz um conjunto de movimentos de cortar a cana, torcer o tronco, flexão de joelho e de tórax, agachar e carregar peso. Num dia, se ele corta seis toneladas por dia, despende aproximadamente 66.666 golpes no dia. No fim do dia, é muito comum os trabalhadores terem cãibras, lordose... É isso que está por trás das mortes dos trabalhadores do campo. Se o que se quer é acabar com as mortes por excesso de trabalho, temos que parar de pagar por produção na cana e passar a pagar por salário fixo.

Qual é o modelo ideal de trabalho para o setor canavieiro?
Temos que pensar que o trabalhador tem que receber um salário que o sustente o ano inteiro. Existe trabalho o ano inteiro: para os tratos culturais, colheita, plantio de cana. Há um conjunto de atividades agrícolas e não agrícolas para serem feitas. Os safristas não trabalham o ano inteiro porque os usineiros não querem, preferem ter um pico de trabalhadores na safra e contrapico na entressafra. Os usineiros conseguiram conquistar o contrato de safra, em que você pode contratar por até oito meses, que é o tempo de duração da colheita. Pagam os direitos, mas não vão pagar a multa de 40% de rescisão do contrato. Isso é uma conquista patronal. Mas não é obrigado a ser assim. Podemos pensar outros contratos de trabalho.

Outra coisa é o valor do contrato de trabalho. Para se ter um parâmetro, na década de 80, na greve de Guariba, os trabalhadores conquistaram um piso salarial pra a categoria, de dois salários mínimos e meio. O piso é referência para os dias que ele não corta cana e baseia o cálculo dos direitos trabalhistas. Isso trazido para o salário de agora daria R$ 950,00. Mas hoje, uma pessoa que corta em média 12 toneladas por dia, ganha entre R$ 600,00 e 750,00 por mês. O piso salarial mais alto da categoria, que acaba de ser negociado pelos trabalhadores que fizeram greve no Estado de São Paulo, é de R$ 500,00, ou seja, um pouquinho mais que a metade do piso salarial da década de 80. De outro lado, a produtividade do trabalhador entre a década de 80 e hoje duplicou: era de seis toneladas de cana por homem, por dia. Agora é de 12 toneladas por homem, por dia. Quem não corta dez é mandado embora.

Portanto, a gente poderia tomar como indicador de salário atual o piso salarial da década de 80. Principalmente num momento em que o álcool é a vedete mundial. A cana está na crista da onda, mas ela tem um enorme passivo trabalhista. Por que é que não se conserta isso? Os usineiros dizem que não podem pagar por produção porque ´sempre foi assim`. Mas não é verdade, uma parte da produção era escrava e os escravos não ganhavam por produção.

E se o piso aumentar para R$ 950 ainda dentro do modelo de recebimento por produção?
Não vai adiantar, porque vai continuar morrendo gente. Vamos tomar por base o salário da década de 80, de R$ 950 e a produtividade da década de 80, de seis toneladas por dia. Agora pensa isso para diferentes pessoas. Se o trabalhador tem um porte atlético, porte atlético do ponto de vista da cana - uma pessoa magrinha, sem massa muscular, mas dotada de muita resistência -, seis toneladas ele tira de letra. Ele tira até 30 toneladas por dia. Para outro trabalhador, essas seis toneladas podem significar a morte. Portanto, não pode haver um atrelamento da produtividade ao salário. É essa relação que leva os trabalhadores a realizarem esforços além dos limites do corpo, é o que leva à morte. A gente tem que desvincular isso.

Como convencer o trabalhador da mudança? Hoje nem safristas nem usineiros querem acabar com o pagamento por produção.
Isso é uma tarefa da atividade sindical. Os empresários não querem e uma parcela do movimento sindical não quer o fim do pagamento por produção, porque dizem que os trabalhadores não querem. Mas não vão para a base para discutir o que é que os trabalhadores querem. A discussão que eles têm que fazer é: querem viver a vida ou ser aleijado precocemente ou morrerem?

No final da década de 80, início dos anos 90, foi definida uma Norma Regulamentadora chamada NR 17. Ela foi discutida por trabalhadores, governo e empregadores e determinava que em atividades repetitivas não poderia haver trabalho por produção. Isso provocou muito protesto dos digitadores, que recebiam por produção e achavam que iriam ganhar menos. Naquela época, muitos trabalhadores estavam sendo afastados por causa de LER [Lesão por Esforço Repetitivo], então era fundamental desatrelar o pagamento da produção.

Para que me vale, do ponto de vista da sociedade, manter um trabalho degradante, algumas vezes em condições análogas ao trabalho escravo, que reduz a expectativa de vida dos trabalhadores, que aleija e que mata? Temos que preservar os bons empregos, os maus empregos têm que ser substituídos por máquinas. O conjunto da sociedade tem que pensar nisso. O ritmo do progresso técnico é determinado pelo país. Todo mundo que é diretamente afetado tem que discutir: as populações, as prefeituras, os trabalhadores.

A expectativa de vida de um trabalhador cortando 12 toneladas de cana por dia é de dez a 12 anos, menor que a expectativa de vida de um trabalhador escravo do fim do século XIX, que era de 12 a 15 anos. Mais do que dez safras cortando cana, o trabalhador está incapacitado para o trabalho: está com lordose e uma série de doenças decorrentes do trabalho. A única expectativa que ele tem é pedir a aposentadoria.

E ele vai se aposentar com cerca de 30 anos...
Claro. E quem paga essa aposentadoria? Somos nós, a sociedade como um todo. Então, o que nós estamos fazendo: estamos apoiando um setor que tem um enorme passivo trabalhista. Eu acho legal o Brasil sair na frente com os biocombustíveis, mas eles têm que reparar o enorme passivo ambiental e social. Temos que produzir álcool, açúcar e outros biocombustíveis em condições socialmente justas e ambientalmente corretas. Nessas condições, é impensável o pagamento por produção.

O fim do pagamento por produção pode ser aplicado apenas ao corte da cana-de-açúcar ou diversos outros setores, como a colheita de laranja ou tomate, por exemplo, também poderiam seguir esse modelo?
Exatamente, eu defendo o fim do pagamento por produção em todo e qualquer tipo de atividade produtiva. Como o que se fez na indústria. Por que a NR 17, que foi feita para indústria não vale para o setor agrícola? O Brasil já tem uma legislação específica que é essa portaria que proíbe o pagamento por produção em atividades repetitivas. A portaria foi feita pensando nos digitadores, mas por que ela não pode passar a valer para os safristas? Pelo poder político dos usineiros... É a esquizofrenia do setor produtor de açúcar e álcool no Brasil, porque ele é dois. De um lado utilizam o que há de mais moderno na tecnologia, na relação com o capital financeiro e na relação com o Estado. E, de outro lado, é o que tem de mais atrasado no mundo, que é o pagamento por produção, anterior à revolução industrial.

Se a gente quiser ocupar esse espaço que nos é dado agora, de produzir biocombustível para o mundo inteiro, tem que fazer isso em bases modernas. Não dá para produzir do jeito que foi feito nesses quatro séculos de latifúndio. Tem que pensar numa outra forma.”

É isso ai, soluções existem basta que haja por parte do governo e da sociedade boa vontade e que a solução dos BIOCOMBUSTÍVEIS não atenda apenas aos interesses do grande capitalismo, que é desumano em sua essência .

PAZ E BEM...SEMPRE!!!!!

A fotografia que ilustra a matéria é de autoria do fotógrafo ARI FERREIRA


quinta-feira, 2 de agosto de 2007

BANDEIRANTES, PARANÁ, BRASIL!!!!



Tem notícia que sai na imprensa, tem notícia que é escondida, para vergonha do povo de Bandeirantes, informações da POLICIA RODOVIÁRIA FEDERAL, dão conta da apreenção de um ônibus lotado de trabalhadores rurais ( CORTADORES DE CANA), que vinha para BANDEIRANTES, expôs que aqui também tem EXPLORAÇÃO DE TRABALHADORES SEM RESPEITO ÀS LEIS TRABALHISTAS.

A notícia que nos envergonha, mostra o desprezo dessa gente para com o ser humano, e tem que ser divulgada. O açúcar de Bandeirantes é amargo, pois traz com ele o sofrimento de irmãos brasileiros explorados pelo poder econômico.

A COISA TÁ PRETA pensou muito antes de divulgar tal informação, mas o nosso propósito é ACABAR COM AS QUEIMADAS DA CANA e com todos os males que dela se originam.

Quero crer que os donos da USINA BANDEIRANTES não sabiam de tal forma de agenciamento de mão de obra, e que tudo farão para punir exemplarmente seus subalternos, verdadeiros criminosos esses agenciadores (gatos). Isso não tira a responsabilidade dos patrões !!!!

CLICA ai e veja a matéria original http://www.sucre-ethique.org/Policia-Rodoviaria-Federal

Mas a COISA TÁ PRETA vai reproduzir aqui a matéria na íntegra :

Em menos de uma semana quatro ônibus que levavam trabalhadores para o corte da cana do nordeste para o sudeste foram apreendidos pela PRF em PE

Mais dois ônibus que transportavam irregularmente trabalhadores rurais para trabalhar no corte da cana nos estados do sudeste foram apreendidos na noite do último dia 27 pela Polícia Rodoviária Federal Pernambuco, na cidade de Serra Talhada, Sertão do estado. Esta foi a segunda apreensão em menos de uma semana. Na segunda-feira, dia 23, outros dois ônibus que seguiam para a Usina Santa Izabel em São Paulo foram apreendidos no mesmo município.

Os ônibus tinham a mesma quantidade de trabalhadores da apreensão anterior, 94 pessoas, totalizando 188 trabalhadores que em menos de uma semana seguiam, sem nenhuma garantia trabalhista, para trabalhar no corte da cana-de-açúcar em outros estados.

De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal, os trabalhadores dos últimos ônibus apreendidos foram aliciados no município de Princesa Isabel na Paraíba e seguiam para Ourinhos, São Paulo. No entanto, o destino final dos trabalhadores era a cidade de Bandeirantes no Paraná, onde trabalhariam no corte da cana da Usina Bandeirantes.

Assim que a PRF constatou as irregularidades no transporte dos trabalhadores, voltou a comunicar o caso a Delegacia Regional do Trabalho, órgão do Ministério do Trabalho que tem sede em Caruaru, agreste de Pernambuco. A DRT orientou a apreensão imediata dos veículos e encaminhou auditores ao local. Ao chegarem ao local da apreensão, os auditores da DRT constataram as mesmas irregularidades da apreensão anterior, o que reforça a preocupação das entidades que denunciam periodicamente a precarização do trabalho e exploração dos trabalhadores rurais que migram para o corte da cana no sudeste.

Mais uma vez, os trabalhadores não tinham a Certidão Liberatória exigida pelo Ministério do Trabalho e Emprego, tampouco, o exame admissional, a carteira de trabalho assinada nem o contrato de trabalho firmado, que deve garantir o valor dos salários, as condições e o horário de trabalho, a alimentação, o alojamento e o retorno às cidade de origem, conforme exige a Consolidação das Leis Trabalhistas.

Além de todas estas irregularidades, os trabalhadores, que deveriam receber as passagens e todas as garantias previstas pela CLT, ainda pagaram irregularmente o valor de R$ 85,00 pela viagem.

De acordo com o relatório de apreensão da PRF, os trabalhadores só seguirão viagem se for regularizada a situação trabalhista, inclusive deve ser devolvido o valor cobrado pela viagem. A empresa será autuada pelas infrações

Cometidas: falta do registro, não anotação da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), não realização dos exames admissionais e por não portar a Certidão Liberatória. Ainda de acordo com a Polícia Rodoviária, a empresa contratante, a Usina Bandeirantes, pode ainda ser penalizada na esfera civil e penal conforme legislação e apuração dos fatos pelo Ministério do Trabalho e Emprego, Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Federal.

Foi também exigido a empresa contratante a garantia de hospedagem e a alimentação dos trabalhadores até que seja regularizada a situação.

Tirem suas conclusões.

PAZ E BEM......SEMPRE!!!

sábado, 21 de julho de 2007

AS PUTAS PROTESTAM : NÃO TEMOS FILHOS POLÍTICOS !



CANSEI ! Até mesmo Jó cansaria, pois o Escriba aqui exauriu seu estoque de paciência e como o povo brasileiro, assim como Cícero digo “Quo usque tandem abutere Catilina patientia nostra? "

Tradução : Até quando, ó Catilina, abusarás da nossa paciência? ( a COISA TÁ PRETA tambem é cultura, sem falsa modéstia).

Falando sério, penso SÉRIAMENTE em estudar com mais profundidade as teorias de BAKUNIN http://pt.wikipedia.org/wiki/Mikhail_Aleksandrovitch_Bakunin , já que o que eu sei do pensador citado, é superficial, mas suficiente pra saber que o cara pregava a ausensêcia da “autoridade “, uma sociedade, livre do estado(http://pt.wikipedia.org/wiki/Anarquismo ) .

Qual a notícia que me roubou o sonho ?? Adivinha?

Se achou que seria o trágico acidente com o avião da TAM errou.

Foi esta : Parlamentares fazem lobby por empresa flagrada com escravos, que tá no BLOG DO SAKAMOTO http://blogdosakamoto.blig.ig.com.br/ ,

NÃO DEIXE DE LER!!!!!

LEIA E VEJA SE AS PUTAS TÊM OU NÃO RAZÃO !!!

“Em reunião no gabinete do ministro Carlos Lupi (PDT), nesta quinta-feira (12), o grupo móvel de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego foi acusado de abuso de poder por parlamentares que apóiam a usina de açúcar e álcool Pagrisa, da qual foram resgatados mais de mil trabalhadores na última semana.

Articularam a reunião o senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA) e o deputados Giovanni Queiroz (PDT-PA). Também estava presente o deputado Paulo Rocha (PT-PA), o que é uma surpresa, pois ele é um dos autores da proposta de emenda constitucional que prevê o confisco de terras em que trabalho escravo for encontrado e que tramita no Congresso há 12 anos.O projeto é considerado uma das principais bandeiras no combate à escravidão. Completavam os presentes o presidente da empresa, Marcos Villela Zancaner, o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Pará, José Conrado, e o presidente da Confederação Nacional da Pesca e Aqüicultura, Fernando Ferreira.

O ministro Carlos Lupi e a secretária nacional de inspeção do trabalho, Ruth Vilela, ouviram os duros ataques contra o grupo móvel e contra o Ministério do Trabalho e Emprego proferidos pelo senador Flexa Ribeiro. Os demais presentes lançaram dúvidas sobre a fiscalização e o conceito de escravidão moderna, apesar do crime estar previsto no artigo 149 do Código Penal e de ter sido reconhecido pelo país através de convenções internacionais do qual o Brasil é signatário.

A natureza da reunião teve características de “tribunal sumário” contra a fiscalização, como afirmou Vilela no encontro. Ela defendeu a atuação do grupo móvel e reafirmou os graves problemas na lavoura de cana. Flexa Ribeiro diz que vai convocá-la e o chefe da operação na Pagrisa, Humberto Célio Pereira, a prestarem esclarecimentos para a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, no mês de agosto.

Flexa Ribeiro teria argumentado que a Pagrisa é uma empresa que beneficia 760 mil toneladas de cana, produz 50 milhões de litros de álcool, tem 1.800 funcionários com carteira assinada, todos eles com moradia, com água encanada, com energia elétrica e saneamento, atendimento médico gratuito, plano de saúde subsidiado em 50%, alimentação subsidiada dentro dos limites da lei e seguro de vida para todos os colaboradores.

Contudo, Humberto Pereira afirma que a situação dos trabalhadores é degradante, com trabalhadores ganhando menos de R$ 10,00 por mês, já que os descontos ilegais realizados pela empresa consumiam quase tudo o que havia para receber de salário. O auditor informa ainda que a comida fornecida aos trabalhadores estava estragada e havia várias pessoas sofrendo de náuseas e diarréia.

A água para beber, segundo relato dos empregados na fazenda, era a mesma utilizada na irrigação da cana e, de tão suja, parecia caldo de feijão. O alojamento, de acordo com Humberto, estava superlotado (não havia espaço para todos) e o esgoto corria a céu aberto. Vindos em sua maioria do Maranhão e do Piauí, não havia transporte à disposição dos trabalhadores para levá-los da fazenda ao centro de Ulianópolis, distante 40 quilômetros.

Vale lembrar que é comum os empregadores assinarem a carteira de trabalho apenas para enganar a fiscalização, mas não garantir as mínimas condições de vida aos trabalhadores.

A Petrobras, a Ipiranga, entre outras distribuidoras de combustíveis signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo afirmaram que estão deixando de comercializar com a empresa até que seja regularizada sua situação trabalhista.

Criado em 1995, o grupo móvel de fiscalização é composto por auditores fiscais do MTE, procuradores do Ministério Público do Trabalho e agentes e delegados da Polícia Federal. Eles apuram denúncias e, quando encontram irregularidades, restituem os direitos dos trabalhadores. O grupo é considerado o principal instrumento de combate à escravidão no país e a sua atuação, que libertou mais de 26 mil pessoas até hoje, é responsável por transformar o país em referência internacional nessa área.

Lupi pediu para que fossem encaminhadas as reclamações ao ministério, onde elas seriam averigüadas.

Por diversas vezes, já houve tentativa de interferência política no trabalho do grupo móvel, principalmente quando os proprietários das fazendas eram políticos ou empresários importantes. Um exemplo foi o caso do segundo secretário da Câmara Inocêncio Oliveira (PR-PE), de cuja fazenda foram libertados 53 trabalhadores no Maranhão em 2002. Na época, houve tentativas para se abafar o caso, mas o governo federal manteve a fiscalização. Da mesma forma, o MTE e empresas socialmente responsáveis sofreram pressão de deputados federais, inclusive do então presidente da Câmara dos Deputados Severino Cavalcanti, devido à operação de fiscalização que libertou 1003 pessoas da Destilaria Gameleira, em Confresa (MT), em junho de 2005. Na época, o ministro Ricardo Berzoini chegou a expulsar representantes da empresa que vieram pressioná-lo em seu gabinete.”

Cara leitora ou leitor, A COISA TÁ PRETA TEM OU NÃO RAZÃO para ficar indignada? Um dos maiores mercados de MÃO DE OBRA ESCRAVA é o da COLHEITA DA CANA, que para “facilitar” o trabalho d o cortador USA AS QUEIMADAS.

Esta postagem ficou meio longa, mas a informação deve ser sempre a mais completa possível.

Um abraço!

PAZ E BEM .....SEMPRE!!!!

quarta-feira, 18 de julho de 2007

SOBRE USINAS E USINEIROS


O ESCRIBA recebeu e-mails, telefonemas e muitas mensagens (msm) sobre a posição do A COISA TÁ PRETA , quanto às USINAS E OS USINEIROS!

Quero deixar BEM CLARO que A COISA TÁ PRETA é CONTRA as QUEIMADAS DA CANA!!!!!!!

Nada contra USINAS, desde que elas RESPEITEM O MEIO AMBIENTE, que NÃO UTILIZEM TRABALHO ESCRAVO OU ANÁLOGO .

Nada contra USINEIROS ( até me dou bem com alguns eu acho !! ) desde que não permitam que seus administradores abusem dos trabalhadores, forçando-os a um trabalho exaustivo, desumano, sem condições mínimas de saúde, alimentação e outros direitos de todo trabalhador.

As usinas geram trabalho, e sem dúvida o etanol vai contribuir para diminuir o AQUECIMENTO GLOBAL , mas isso não significa que se deva transformar o país em um grande canavial.

Devagar com o andor, que o SANTO É DE BARRO, CANA não é a única solução.

Não devemos pensar que produzindo etanol em vez de comida esse país vai acabar com a miséria e a fome.

Se as USINAS existentes fossem modernizadas, seria, eficientes produziriam mais, gerariam sua própria energia ( algumas já o fazem ) queimando a palha da cana em fornos, a cana quando não é queimada rende mais açúcar e álcool, de 20% a 30% por cento a mais.

A COISA TÁ PRETA quer o fim da profissão de cortador de cana, por entender que este trabalho é em sua essência desumano e degradante, que mesmo com modificações deve deixar de existir, os filhos dos atuais cortadores de cana deveriam receber um tratamento especial tipo bolsa escola para que possam estudar e deixar de seguir a profissão de seus pais. A colheita mecânica da cana evitaria as queimadas.

O governo, com verbas do MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE deve dar melhores condições aos trabalhadores para deixarem suas profissões e prepará-los para exercer outros ofícios, estimulando a criação de cooperativas de serviços ( jardinagem, pintura, marcenaria, construção civil e outras profissões ) através delas os ex-bóias frias poderiam exercer atividades profissionais que lhes garantam sustentar suas famílias.

Quanto aos USINEIROS existem USINEIROS e USINEIROS, a COISA TÁ PRETA está de olho, e vai denunciar abusos e crimes contra trabalahdores e o MEIO AMBIENTE , passados e futuros, que cheguem ao nosso conhecimento.

Pois é, só pra não dizerem que eu sou como o PROFETA , que segundo ISAIAS ( cap.40 V. 3 ) fica, CLAMANDO NO DESERTO, um texto do MINISTÉRIO DA AGRICULTURA , mostra que QUEIMAR A CANA não é bom.

Leia a matéria, você vai ver que A COISA TÁ PRETA tem razão

http://www.cnpab.embrapa.br/servicos/download/cot005.pdf

KLICA no link.

PAZ E BEM .... SEMPRE !!!!!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

SEM UNIÃO NÃO HAVERÁ MUDANÇAS !!!


Aqui na nossa região (norte do estado do Paraná, Brasil ) já não chove a mais de sessenta dias, mesmo sendo um período de estiagem, pois é inverno, a falta de chuva só tem uma explicação : Desequilíbrio Ambiental !

E não adianta fazer show na praia de Copacabana, como o LIVE EARTH, que mais parecia um show qualquer sem propósito, a COISA TÁ PRETA e os caras dançando e pulando, alegremente esperando o fim do mundo.

Alem dos problemas ambientais, que quem sabe como A COISA TÁ PRETA, já conhece, os problemas sociais que acompanham a cultura da cana a , desde os tempos em que o Brasil era Colônia ( na verdade continua a ser ), são chagas incompatíveis com a riqueza que os canaviais trazem.

Quanto a questão do fim das Queimadas da cana, a gente fica preocupado, pois uma imensa massa de trabalhadores, e claro, suas famílias dependem do trabalho no corte da cana, segundo se sabe, preferem cortar a cana queimada. Talvez porque assim foi ensinado por séculos, e com o fim das queimadas, boa parte da cana será colhida mecanicamente, será o fim de uma profissão, que já teve, no passado, a justificativa de sua existência. Até mesmo o cortador de cana sabe que seu trabalho o mata aos poucos . Mas esta é a única profissão que conhecem, e eles precisam do trabalho, mas tenho certeza de que nenhum cortador de cana deseja que seus filhos sigam sua profissão, tal fato deve ser levado em conta, e cabe à sociedade, ao poder público, a todos nós a obrigação de dar oportunidades para que estes brasileirinhos não repitam a vida brutalmente dura, pior que a de um escravo, no tempo do império, que seus pais vivenciam.
O artigo que trazemos, de autoria dos jornalistas Marta Kanashiro e Fabio Reynol, publicado no Com Ciência, Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, ligada à SBPC - Sociedade Brasileira para o Pregresso da Ciência , o título é ‘’ COMBUSTÍVEL PARA CRESCIMENTO E PROBLEMAS SOCIAIS’’ traz informações importantes , que nos fornecem bons argumentos, para avaliar e discutir, e buscar soluções para o problema das Queimadas da Cana, uma coisa é certa, elas devem cessar, e quanto antes melhor . Leia o texto, clica no LINK: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=23&id=251

Espero que você venha fazer parte desta nossa campanha pelo fim das QUEIMADAS DA CANA

Um abraço, obrigado pela visita.

PAZ E BEM ...... SEMPRE !!!!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

AQUI ! AGORA ! A SENZALA !


Quem acompanha o Blog, já leu aqui que o cortador de cana, tem hoje uma expectativa de vida útil ( produtiva ) inferior à aquela dos escravos.

Mas os usineiros superam-se sempre nas barbaridades cometidas, a reportagem da Agência de Notícias Repórter Brasil trás uma reportagem chocante, se é que algo pode ser chocante neste país. Veja alguns trechos :

Ação recorde resgata 1108 trabalhadores da cana no Pará

“ De acordo com o auditor fiscal do trabalho e coordenador da ação, Humberto Célio Pereira, havia trabalhadores que recebiam apenas R$ 10,00 por mês, já que os descontos ilegais realizados pela empresa consumiam quase tudo o que havia para receber de salário. O auditor informa ainda que a comida fornecida aos trabalhadores estava estragada e havia várias pessoas sofrendo de náuseas e diarréia.

A água para beber, segundo relato dos empregados na fazenda, era a mesma utilizada na irrigação da cana e, de tão suja, parecia caldo de feijão. O alojamento, de acordo com Humberto, estava superlotado e o esgoto corria a céu aberto. Vindos em sua maioria do Maranhão e do Piauí, não havia transporte à disposição dos trabalhadores para levá-los da fazenda ao centro de Ulianópolis, distante 40 quilômetros.

O diretor da Pagrisa, Fernão Villela Zancaner, informa que ainda aguarda uma notificação oficial do MTE sobre as irregularidades trabalhistas para poder se pronunciar. "Cem por cento dos nossos funcionários têm carteira assinada. Sempre sofremos fiscalizações e nunca tivemos problemas. Estamos surpresos com essa fiscalização que não é corretiva, mas punitiva", afirma. O grupo produz cerca de 50 milhões de litros de álcool a cada ano em Ulianópolis. E mantém no mesmo local uma usina de açúcar com produção de 200 quilos por dia. O principal comprador de etanol da empresa é a Petrobras, que já informou, por meio de sua assessoria, a suspensão da compra de álcool da Pagrisa.

Se os números se confirmarem, esta será a maior libertação de trabalhadores realizada no país. Desde que os grupos móveis de fiscalização foram criados, em 1995, a maior libertação havia acontecido na Destilaria Gameleira, em junho de 2005, quando 1003 pessoas foram libertadas. Apesar da cana figurar entre as maiores libertações, esta não é a atividade que mais usa trabalhadores escravos no país - posto esse que pertence à criação de gado bovino.

O Pará é recordista no número de trabalhadores libertados da escravidão - foram mais de 8,7 mil desde 1995. Essa é uma das primeiras ações envolvendo a cana-de-açúcar no estado. A pecuária bovina, a produção de carvão para siderurgia, a extração de madeira e o cultivo de pimenta-do-reino são atividades nas quais a incidência de trabalho escravo no Pará tem sido mais freqüente. “

Cadeia neles! Desaproprição das terras usadas no trabalho escravo !

Quem pensa que isso é so no Pará, não andou em um canavial paulista ou paranaense, ou ainda visitou a casa de um cortador de cana, eu posso dizer sem medo de errar, já estive la, e o que eu vi, é que me faz ser tão contundente.

Veja o texto completo, e muito mais no link : http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1102

Paz e Bem.... Sempre !

ESTAMOS MUDANDO O MUNDO..........?

O TEMPO NÃO PARA , PRA NINGUEM NO MUNDO

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