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sábado, 24 de novembro de 2007

DE QUE DEVEMOS NOS ORGULHAR??


A COISA TÁ PRETA, as queimadas da cana continuam, e não se vê qualquer perspectiva de mudança à curto prazo.

Nós vamos continuar insistindo, gritando, ainda que poucos nos ouçam, que alguns nos apóiem e que ninguém faça nada, VAMOS CONTINUAR GRITANDO!

Não há como negar o imenso mal que a queima da cana produz, para a saúde das pessoas, para o meio ambiente e para a economia do país.

Quanto à saúde, todos sabem que a fuligem da cana, o “carvãozinho”, causa câncer , isto está científicamente provado:

A queima de cana provoca a concentração de monóxido de carbono e ozônio, causa alteração do clima, emite material particulado, provoca a perda da fertilidade do solo e dissemina várias doenças respiratórias. Muitos poluentes resultantes da queima são indutores de lesões precursoras do câncer. Estudo realizado na região de Piracicaba, pelo pneumologista José Eduardo Cançado, pesquisador do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade de São Paulo (USP), mostrou que, quando há um aumento de 10% de partículas resultantes da queima no ar, os hospitais da região registram elevação de 22% no número de internações de crianças e idosos. Em noite de queimada, aumenta em 45% o movimento nos serviços de inalação dos hospitais.”
( Extraido de: http://www.estado.com.br/editorias/2007/06/07/edi-1.93.5.20070607.2.1.xml vale a pena ler a matéria toda. )
Mas não para por ai, AS QUEIMADAS DA CANA também agridem o MEIO AMBIENTE.

E não é só de uma única maneira :

IMPACTOS NA FLORA:

A destruição da vegetação florestal nativa do Brasil e, em especial, no Estado de São Paulo, tem ocorrido nos diversos ciclos de implantação de culturas e pastagens sendo o ultimo deles o da monocultura canavieira. Como exemplo temos a região de Ribeirão Preto que até a década de 1970 tinha 22% de cobertura florestal nativa, sendo que com o estimulo do PROALCOOL essa área foi reduzida para menos de 3% nos dias atuais. Mesmo com essa cobertura florestal irrisória para manter o equilíbrio ecológico da região, o fogo continua invariavelmente atingindo os últimos e pequenos remanescentes de vegetação nativa.

Os canaviais não são plantados em áreas distantes, isoladas de outras culturas ou vegetações. Na verdade, eles se estendem até os limites de florestas, unidades de conservação, áreas de proteção ambiental, áreas de preservação permanente e áreas de plantio de outras culturas.

Como as queimadas são efetuadas na estiagem, não raro as vegetações limítrofes são atingidas, diretas ou indiretamente, sofrendo danos irreparáveis ou de difícil reparação.

Como exemplo temos a Estação Ecológica de São Carlos, Unidade de Conservação localizada no Município de Brotas - SP, que tem uma história de destruição causada pelas queimadas da cana-de-açúcar.

Os canaviais da Usina da Serra estendem-se até os limites dessa Unidade de Conservação, sendo que há um histórico de danos diretos e indiretos, nela provocados pelas queimadas realizadas nessa monocultura.

Esses danos não são só causados por fogo provocado pelas fagulhas, mas também pela alta temperatura alcançada na queimada, que destrói a vegetação da borda, dando espaço para ervas daninhas, que se alastram pela área protegida.

São comuns as notícias publicadas sobre a destruição dos remanescentes de vegetação nativa por incêndios, com início a partir das queimadas da palha da cana-de-açúcar, sempre com alegações dos representantes do setor sucro-alcooleiro afirmando que o fogo fugiu ao controle.

No Município de Brotas/SP, a Usina da Barra S.A. - Açúcar e Álcool ,em setembro de 1997, efetuou a queimada no canavial situado nas proximidades da Área de Proteção Ambiental de Corumbataí (Decreto Estadual 2.960/83). As fagulhas da queima foram levadas pelo vento à área de proteção ambiental e provocaram um grande incêndio na mata nativa, que era repleta de nascentes.

Os argumentos utilizados pela Usina para tentar livrar-se da responsabilidade pelo incêndio naquela área protegida, é que tomaram todas as cautelas necessárias à queima do canavial, mas o fogo ficou sem controle, pois o período era de seca.
Para justificar a impossibilidade humana de apagar o incêndio depois de iniciado, expressamente citaram o ditado popular: "água de morro abaixo e fogo de morro acima ninguém segura".

Esse argumento ridículo utilizados pela Usina da Barra demonstra a irresponsabilidade do setor canavieiro e indica o grave risco que a flora é exposta a cada queima dita controlada, por ser impossível ter o controle do fogo utilizado. Considerando que as queimadas ocorrem na estiagem, é grande a probabilidade de uma fagulha atingir as áreas próximas.

Mesmo que as usinas paguem as multas e indenizações, não há reparação monetária que recupere a situação original de uma reserva florestal, com sua biodiversidade, seus nichos e seu equilíbrio, que foram destruídos para sempre pelo fogo.

IMPACTOS NA FAUNA

As queimadas dos canaviais, em regra, eram feitas a partir dos quatro lados da plantação, sendo que o fogo parte das extremidades para o centro e a temperatura chega a alcançar 800 º C. Essa prática, conhecida como "queimada em círculo", embora condenável, é sabido que ainda é utilizada em diversos lugares do Brasil. No Estado de São Paulo as queimadas têm sido feitas geralmente a partir de dois lados dos canaviais, para reduzir os riscos de acidentes. De qualquer forma o fogo tem destruído um número ainda incalculável de espécies da fauna nativa, a saber, desde insetos até mamíferos.

Os biólogos que trabalham no Parque Ecológico de São Carlos-SP desde 1989, relataram que não raro resgatavam das queimadas - na maioria das vezes sem sucesso - animais como gatos do mato, onças-pardas, lobos-guará, veados, tamanduás, tatus, cobras e muitos outros. Esses indivíduos eram resgatados das queimadas dos canaviais e raramente sobreviviam. Relataram também que é enorme a quantidade de animais que morrem pelo fogo, pela elevada temperatura ou por asfixia causada pela fumaça. Além disso, há um número espantosamente maior de outros integrantes da fauna, como insetos, pequenos roedores e pássaros, que são completamente incinerados e sequer deixam vestígios notáveis.

Explicaram que muitos animais por não encontrarem mais as matas nativas que foram destruídas para implantação dos canaviais, tem como único abrigo o próprio canavial, que serve para sobrevivência e a procriação dessas espécies. Por este motivo, é muito comum o animais silvestres se multiplicarem no meio dos canaviais, onde muitas aves, como pombas, nhambus, codornas e perdizes fazem seus ninhos e colocam seus ovos, também atraídas pela farta oferta de insetos. Essa povoação atrai predadores como cobras, ratos e lagartos, que por sua vez atraem outros predadores de maior porte, como o cachorro-do-mato, o lobo-guará e a onça-parda. A esta população juntam-se outros animais, como a capivara e a paca. Impiedosamente a queimada alcança esse nicho ecológico que tenta se restabelecer dentro do canavial, matando os animais que dificilmente conseguem fugir dessa verdadeira armadilha preparada pelo homem.

Não existe um levantamento estatístico científico sobre a quantidade de animais e de todas as espécies que morrem, em média, por hectare de canavial queimado.

Os dados existentes são escassos e representam uma fração bastante pequena da realidade, pois são referentes apenas aos animais que são resgatados com vida e levados a um atendimento emergêncial.

Assim, estão fora deste levantamento todos os insetos e praticamente todas as aves e pequenos roedores. Também não estão computados animais que conseguem fugir, lesionados, que acabam por morrer em outro lugar.

A Polícia Ambiental do Estado de São Paulo passou a desenvolver a partir do ano de 2002 um trabalho que consiste em operações de constatações de danos à fauna pelas queimadas, logo após a sua utilização nas lavouras de cana-de-açúcar.

A informação é que são encontrados muitos animais mortos, moribundos ou abalados pelo calor, fumaça e fogo, além de um número incalculável de pequenos animais cujo desaparecimento no meio da queimada não deixa vestígios.

Como se constata, não existe um trabalho científico, sobre o numero de espécimes atingidos por hectare de cana queimada, mas as informações já existentes revelam um grande impacto sobre a fauna e o conseqüente desequilíbrio ecológico.

Concluímos que a queimada da palha da cana-de-açúcar, embora muitas vezes feita com autorização do poder público, é uma prática que infringe a lei, pois provoca danos na fauna, que é especialmente protegida por leis federais e estaduais. “

( Extraido de : http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=26600)

O que dizer?? Que tipo de mundo estamos deixando para as futuras gerações?

Somos coniventes....... cúmplices desses crimes porque nos calamos, por conveniência ou por falta de informação ou ainda pior, por comodismo.

Mas eu acredito no mais forte sentimento humano : O INSTINTO DE SOBREVIVÊNCIA, e quando as pessoas concluirem : OU MUDAMOS OU MORREREMOS, .........AÍ A COISA MUDA OU FICA PRETA PARA SEMPRE!

terça-feira, 21 de agosto de 2007

PLASTIFICANDO O FUTURO !!!


Começo este texto um tanto quanto pessimista, sem muita esperança de que a curto, médio ou longo prazo a humanidade vai tomar alguma atitude prática para salvar o meio ambiente tal qual nós o conhecemos hoje.

O cenário que me ocorre, o que imagino, está mais para “ BLADE RUNNER”, aquele do Ridley Scott ( 1982 ) que para PARAISO TROPICAL este folhetim pornô-psicótico que a Globo enfia goela abaixo de todos os brasileiros de segunda à sábado.

Mas o mote do texto ( ou testículo ?) tem mais com o que se pode esperar do que aquilo que se pode fazer. Referencias à parte, é tudo apenas um ponto de partida para refletir sobre o nosso comportamento destrutivo e apático em relação aos nossos hábitos de consumo.

Um exemplo CLARO E GRITANTE é a nossa preferência por comprar legumes e verduras e até outros produtos em bandejinhas e bandejonas de isopor, revestidas por filmes plásticos transparentes, pelo simples fato de que o visual é “mais saudável” , imbecilidade disfarçada de esperteza. Produtos “ aparentemente mais saudáveis” , com um belo visual com certeza carregam uma dose maior de agrotóxicos e produtos químicos que lhes garantem um carinha bonitinha.

O bom e velho saquinho de papel, que apesar de representar que arvores foram sacrificadas para que ele esteja disponível , é ainda menos nocivo ao meio ambiente que o isopor ( leva 500 anos para degradar na natureza ), ou seja a bandejinha de tomate que você vai comer hoje, vai sujar o mundo até o nascimento do seu descendente no século 27, já pensou? Uma cagada sua ficar fedendo 500 anos!

E o plastiquinho que envolve a bandejinha? 450 anos !! Pense bem isso é ou não é uma sacanagem com o futuro?

Você é ou pretende ser pai? Deseja “perpetuar” a espécie humana? Preferencialmente é claro com seus “ dotes e qualidades genéticas” , pois bem, vamos fazer o que Deus mandou “crescei e multiplicai-vos” de preferência com amor e prazer ( que ninguém é de ferro né?)

Mas que tipo de terra herdarão os “mansos de coração”? Um lixão a céu aberto?

Uma água tri reciclada? Um oceano sem vida?

Quando se fala em RECICLAR, a primeira coisa a ser reciclada são as idéias, o modo de pensar o consumo e como consumir.

Uma boa maneira de começar, é trocar a bandejinha de isopor coberta pelo plástico pelo bom e velho saquinho de papel, como nos bons tempos da quitanda do saudoso e querido ATSUIA FUJJI (quem ainda se lembra?) SAYONARA!

PAZ E BEM .....SEMPRE!!!!

domingo, 12 de agosto de 2007

UMA SAÍDA !!


A Coisa Tá Preta, sempre defendeu, alem do fim das QUEIMADAS DA CANA, a humanização do trabalho dos cortadores de cana. O atual sistema adotado pelos usineiros, pela sua própria natureza, leva o trabalhador a ter uma vida produtiva inferior à aquela vivenciada pelos escravos no tempo do império, pois o trabalhador recebe por produção, mas o valor pago pelo metro de cana cortada ( na média R$ 0,10) obriga-o a trabalhar até a exaustão de suas forças, para no final do dia deverá cortar 150 metros³ de cana para receber R$ 15,00 (quinze reais) pelo dia de trabalho, o que em um mês daria no máximo R$ 115,00 (Cento e quinze reais). Entretanto para receber algo próximo do salário mínimo o trabalhador (cortador de cana ) terá que cortar 300 metros³ de cana por dia! Mas existem trablhadores que chegam a cortar 12 toneladas por dia!!!!!

Segundo o pesquisador O professor Francisco Alves, da Universidade Federal de São Carlos, em São Paulo, tal mandeira de remunerar o trabalho do “bóia-fria”, como são conhecidos os cortadores de cana, e a maioria dor trabalhadores rurais, a saída seria o pagamento de salário fixo por ano.

A Coisa Tá Preta reproduz aqui, a matéria da jornalista Beatriz Camargo, publicada no REPORTER BRASIL www.reporterbrasil.org.br edição de 9 de agosto de 2007 leia a matéria, e visite o site Repórter Brasil

Pesquisador prega extinção do trabalho por produção.

O professor Francisco Alves, da Universidade Federal de São Carlos, sustenta que o ganho por produção é o responsável pelas mortes de cortadores nos canaviais e sugere pagamento por salário fixo pelo ano todo

Por Beatriz Camargo

Parar de pagar o cortador de cana-de-açúcar por produção e passar a pagar por salário fixo. Esta é a recomendação do economista Francisco José Alves, professor no departamento de engenharia de produção da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) para acabar com as mortes por excesso de trabalho. Ele mostra que o ganho por produção coloca metas iguais para trabalhadores diferentes: a média de 12 toneladas colhidas por dia por pessoa durante a safra é facilmente atingida por alguns trabalhadores e significa muito esforço para outros, levando à exaustão. Para o pesquisador, mesmo que o piso salarial (cujo maior valor é de R$ 500,00) aumentasse, a relação proporcional determinada pela remuneração por produção continuaria fazendo com que o trabalhador se esforçasse além dos limites do seu corpo para ganhar mais.

Francisco defende que desatrelar pagamento e produção é a única maneira de garantir uma vida mais longa ao trabalhador e menos acidentes e doenças decorrentes do trabalho. Hoje, a expectativa de vida de um trabalhador cortando 12 toneladas de cana por dia é de dez a 12 anos. Muitos cortadores acabam por pedir aposentadoria por invalidez, após cerca de dez safras. "E quem paga essa aposentadoria? Somos nós, a sociedade como um todo. Então, o que nós estamos fazendo: estamos apoiando um setor que tem um enorme passivo trabalhista", critica. "O conjunto da sociedade tem que pensar nisso."

Hoje, nem trabalhadores nem usineiros querem que o modelo de pagamento por produção seja modificado. O único órgão que está realizando campanha nesse sentido é o Ministério Público do Trabalho (MPT), baseado nas pesquisas de Francisco José Alves. "A discussão que eles têm que fazer é: querem viver a vida ou ser aleijado precocemente ou morrerem?"

Repórter Brasil - Quais são os problemas do trabalho por produção?
Francisco Alves - O trabalhador da cana só vai saber quanto produziu depois de um mês, ou no mínimo 15 dias. Ele sabe quantos metros tem a área cortada, mas não sabe qual é o peso dessa cana. E essa conversão será feita pela usina, porque é ela que tem a balança. Então é um trabalho por produção em que o valor da peça não está determinado. Isso faz com que o safrista se esforce mais para ganhar mais. Para cortar 200 metros, ele faz um conjunto de movimentos de cortar a cana, torcer o tronco, flexão de joelho e de tórax, agachar e carregar peso. Num dia, se ele corta seis toneladas por dia, despende aproximadamente 66.666 golpes no dia. No fim do dia, é muito comum os trabalhadores terem cãibras, lordose... É isso que está por trás das mortes dos trabalhadores do campo. Se o que se quer é acabar com as mortes por excesso de trabalho, temos que parar de pagar por produção na cana e passar a pagar por salário fixo.

Qual é o modelo ideal de trabalho para o setor canavieiro?
Temos que pensar que o trabalhador tem que receber um salário que o sustente o ano inteiro. Existe trabalho o ano inteiro: para os tratos culturais, colheita, plantio de cana. Há um conjunto de atividades agrícolas e não agrícolas para serem feitas. Os safristas não trabalham o ano inteiro porque os usineiros não querem, preferem ter um pico de trabalhadores na safra e contrapico na entressafra. Os usineiros conseguiram conquistar o contrato de safra, em que você pode contratar por até oito meses, que é o tempo de duração da colheita. Pagam os direitos, mas não vão pagar a multa de 40% de rescisão do contrato. Isso é uma conquista patronal. Mas não é obrigado a ser assim. Podemos pensar outros contratos de trabalho.

Outra coisa é o valor do contrato de trabalho. Para se ter um parâmetro, na década de 80, na greve de Guariba, os trabalhadores conquistaram um piso salarial pra a categoria, de dois salários mínimos e meio. O piso é referência para os dias que ele não corta cana e baseia o cálculo dos direitos trabalhistas. Isso trazido para o salário de agora daria R$ 950,00. Mas hoje, uma pessoa que corta em média 12 toneladas por dia, ganha entre R$ 600,00 e 750,00 por mês. O piso salarial mais alto da categoria, que acaba de ser negociado pelos trabalhadores que fizeram greve no Estado de São Paulo, é de R$ 500,00, ou seja, um pouquinho mais que a metade do piso salarial da década de 80. De outro lado, a produtividade do trabalhador entre a década de 80 e hoje duplicou: era de seis toneladas de cana por homem, por dia. Agora é de 12 toneladas por homem, por dia. Quem não corta dez é mandado embora.

Portanto, a gente poderia tomar como indicador de salário atual o piso salarial da década de 80. Principalmente num momento em que o álcool é a vedete mundial. A cana está na crista da onda, mas ela tem um enorme passivo trabalhista. Por que é que não se conserta isso? Os usineiros dizem que não podem pagar por produção porque ´sempre foi assim`. Mas não é verdade, uma parte da produção era escrava e os escravos não ganhavam por produção.

E se o piso aumentar para R$ 950 ainda dentro do modelo de recebimento por produção?
Não vai adiantar, porque vai continuar morrendo gente. Vamos tomar por base o salário da década de 80, de R$ 950 e a produtividade da década de 80, de seis toneladas por dia. Agora pensa isso para diferentes pessoas. Se o trabalhador tem um porte atlético, porte atlético do ponto de vista da cana - uma pessoa magrinha, sem massa muscular, mas dotada de muita resistência -, seis toneladas ele tira de letra. Ele tira até 30 toneladas por dia. Para outro trabalhador, essas seis toneladas podem significar a morte. Portanto, não pode haver um atrelamento da produtividade ao salário. É essa relação que leva os trabalhadores a realizarem esforços além dos limites do corpo, é o que leva à morte. A gente tem que desvincular isso.

Como convencer o trabalhador da mudança? Hoje nem safristas nem usineiros querem acabar com o pagamento por produção.
Isso é uma tarefa da atividade sindical. Os empresários não querem e uma parcela do movimento sindical não quer o fim do pagamento por produção, porque dizem que os trabalhadores não querem. Mas não vão para a base para discutir o que é que os trabalhadores querem. A discussão que eles têm que fazer é: querem viver a vida ou ser aleijado precocemente ou morrerem?

No final da década de 80, início dos anos 90, foi definida uma Norma Regulamentadora chamada NR 17. Ela foi discutida por trabalhadores, governo e empregadores e determinava que em atividades repetitivas não poderia haver trabalho por produção. Isso provocou muito protesto dos digitadores, que recebiam por produção e achavam que iriam ganhar menos. Naquela época, muitos trabalhadores estavam sendo afastados por causa de LER [Lesão por Esforço Repetitivo], então era fundamental desatrelar o pagamento da produção.

Para que me vale, do ponto de vista da sociedade, manter um trabalho degradante, algumas vezes em condições análogas ao trabalho escravo, que reduz a expectativa de vida dos trabalhadores, que aleija e que mata? Temos que preservar os bons empregos, os maus empregos têm que ser substituídos por máquinas. O conjunto da sociedade tem que pensar nisso. O ritmo do progresso técnico é determinado pelo país. Todo mundo que é diretamente afetado tem que discutir: as populações, as prefeituras, os trabalhadores.

A expectativa de vida de um trabalhador cortando 12 toneladas de cana por dia é de dez a 12 anos, menor que a expectativa de vida de um trabalhador escravo do fim do século XIX, que era de 12 a 15 anos. Mais do que dez safras cortando cana, o trabalhador está incapacitado para o trabalho: está com lordose e uma série de doenças decorrentes do trabalho. A única expectativa que ele tem é pedir a aposentadoria.

E ele vai se aposentar com cerca de 30 anos...
Claro. E quem paga essa aposentadoria? Somos nós, a sociedade como um todo. Então, o que nós estamos fazendo: estamos apoiando um setor que tem um enorme passivo trabalhista. Eu acho legal o Brasil sair na frente com os biocombustíveis, mas eles têm que reparar o enorme passivo ambiental e social. Temos que produzir álcool, açúcar e outros biocombustíveis em condições socialmente justas e ambientalmente corretas. Nessas condições, é impensável o pagamento por produção.

O fim do pagamento por produção pode ser aplicado apenas ao corte da cana-de-açúcar ou diversos outros setores, como a colheita de laranja ou tomate, por exemplo, também poderiam seguir esse modelo?
Exatamente, eu defendo o fim do pagamento por produção em todo e qualquer tipo de atividade produtiva. Como o que se fez na indústria. Por que a NR 17, que foi feita para indústria não vale para o setor agrícola? O Brasil já tem uma legislação específica que é essa portaria que proíbe o pagamento por produção em atividades repetitivas. A portaria foi feita pensando nos digitadores, mas por que ela não pode passar a valer para os safristas? Pelo poder político dos usineiros... É a esquizofrenia do setor produtor de açúcar e álcool no Brasil, porque ele é dois. De um lado utilizam o que há de mais moderno na tecnologia, na relação com o capital financeiro e na relação com o Estado. E, de outro lado, é o que tem de mais atrasado no mundo, que é o pagamento por produção, anterior à revolução industrial.

Se a gente quiser ocupar esse espaço que nos é dado agora, de produzir biocombustível para o mundo inteiro, tem que fazer isso em bases modernas. Não dá para produzir do jeito que foi feito nesses quatro séculos de latifúndio. Tem que pensar numa outra forma.”

É isso ai, soluções existem basta que haja por parte do governo e da sociedade boa vontade e que a solução dos BIOCOMBUSTÍVEIS não atenda apenas aos interesses do grande capitalismo, que é desumano em sua essência .

PAZ E BEM...SEMPRE!!!!!

A fotografia que ilustra a matéria é de autoria do fotógrafo ARI FERREIRA


quarta-feira, 18 de julho de 2007

SOBRE USINAS E USINEIROS


O ESCRIBA recebeu e-mails, telefonemas e muitas mensagens (msm) sobre a posição do A COISA TÁ PRETA , quanto às USINAS E OS USINEIROS!

Quero deixar BEM CLARO que A COISA TÁ PRETA é CONTRA as QUEIMADAS DA CANA!!!!!!!

Nada contra USINAS, desde que elas RESPEITEM O MEIO AMBIENTE, que NÃO UTILIZEM TRABALHO ESCRAVO OU ANÁLOGO .

Nada contra USINEIROS ( até me dou bem com alguns eu acho !! ) desde que não permitam que seus administradores abusem dos trabalhadores, forçando-os a um trabalho exaustivo, desumano, sem condições mínimas de saúde, alimentação e outros direitos de todo trabalhador.

As usinas geram trabalho, e sem dúvida o etanol vai contribuir para diminuir o AQUECIMENTO GLOBAL , mas isso não significa que se deva transformar o país em um grande canavial.

Devagar com o andor, que o SANTO É DE BARRO, CANA não é a única solução.

Não devemos pensar que produzindo etanol em vez de comida esse país vai acabar com a miséria e a fome.

Se as USINAS existentes fossem modernizadas, seria, eficientes produziriam mais, gerariam sua própria energia ( algumas já o fazem ) queimando a palha da cana em fornos, a cana quando não é queimada rende mais açúcar e álcool, de 20% a 30% por cento a mais.

A COISA TÁ PRETA quer o fim da profissão de cortador de cana, por entender que este trabalho é em sua essência desumano e degradante, que mesmo com modificações deve deixar de existir, os filhos dos atuais cortadores de cana deveriam receber um tratamento especial tipo bolsa escola para que possam estudar e deixar de seguir a profissão de seus pais. A colheita mecânica da cana evitaria as queimadas.

O governo, com verbas do MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE deve dar melhores condições aos trabalhadores para deixarem suas profissões e prepará-los para exercer outros ofícios, estimulando a criação de cooperativas de serviços ( jardinagem, pintura, marcenaria, construção civil e outras profissões ) através delas os ex-bóias frias poderiam exercer atividades profissionais que lhes garantam sustentar suas famílias.

Quanto aos USINEIROS existem USINEIROS e USINEIROS, a COISA TÁ PRETA está de olho, e vai denunciar abusos e crimes contra trabalahdores e o MEIO AMBIENTE , passados e futuros, que cheguem ao nosso conhecimento.

Pois é, só pra não dizerem que eu sou como o PROFETA , que segundo ISAIAS ( cap.40 V. 3 ) fica, CLAMANDO NO DESERTO, um texto do MINISTÉRIO DA AGRICULTURA , mostra que QUEIMAR A CANA não é bom.

Leia a matéria, você vai ver que A COISA TÁ PRETA tem razão

http://www.cnpab.embrapa.br/servicos/download/cot005.pdf

KLICA no link.

PAZ E BEM .... SEMPRE !!!!!

quarta-feira, 11 de julho de 2007

SEM UNIÃO NÃO HAVERÁ MUDANÇAS !!!


Aqui na nossa região (norte do estado do Paraná, Brasil ) já não chove a mais de sessenta dias, mesmo sendo um período de estiagem, pois é inverno, a falta de chuva só tem uma explicação : Desequilíbrio Ambiental !

E não adianta fazer show na praia de Copacabana, como o LIVE EARTH, que mais parecia um show qualquer sem propósito, a COISA TÁ PRETA e os caras dançando e pulando, alegremente esperando o fim do mundo.

Alem dos problemas ambientais, que quem sabe como A COISA TÁ PRETA, já conhece, os problemas sociais que acompanham a cultura da cana a , desde os tempos em que o Brasil era Colônia ( na verdade continua a ser ), são chagas incompatíveis com a riqueza que os canaviais trazem.

Quanto a questão do fim das Queimadas da cana, a gente fica preocupado, pois uma imensa massa de trabalhadores, e claro, suas famílias dependem do trabalho no corte da cana, segundo se sabe, preferem cortar a cana queimada. Talvez porque assim foi ensinado por séculos, e com o fim das queimadas, boa parte da cana será colhida mecanicamente, será o fim de uma profissão, que já teve, no passado, a justificativa de sua existência. Até mesmo o cortador de cana sabe que seu trabalho o mata aos poucos . Mas esta é a única profissão que conhecem, e eles precisam do trabalho, mas tenho certeza de que nenhum cortador de cana deseja que seus filhos sigam sua profissão, tal fato deve ser levado em conta, e cabe à sociedade, ao poder público, a todos nós a obrigação de dar oportunidades para que estes brasileirinhos não repitam a vida brutalmente dura, pior que a de um escravo, no tempo do império, que seus pais vivenciam.
O artigo que trazemos, de autoria dos jornalistas Marta Kanashiro e Fabio Reynol, publicado no Com Ciência, Revista Eletrônica de Jornalismo Científico, ligada à SBPC - Sociedade Brasileira para o Pregresso da Ciência , o título é ‘’ COMBUSTÍVEL PARA CRESCIMENTO E PROBLEMAS SOCIAIS’’ traz informações importantes , que nos fornecem bons argumentos, para avaliar e discutir, e buscar soluções para o problema das Queimadas da Cana, uma coisa é certa, elas devem cessar, e quanto antes melhor . Leia o texto, clica no LINK: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=8&edicao=23&id=251

Espero que você venha fazer parte desta nossa campanha pelo fim das QUEIMADAS DA CANA

Um abraço, obrigado pela visita.

PAZ E BEM ...... SEMPRE !!!!

quinta-feira, 5 de julho de 2007

AQUI ! AGORA ! A SENZALA !


Quem acompanha o Blog, já leu aqui que o cortador de cana, tem hoje uma expectativa de vida útil ( produtiva ) inferior à aquela dos escravos.

Mas os usineiros superam-se sempre nas barbaridades cometidas, a reportagem da Agência de Notícias Repórter Brasil trás uma reportagem chocante, se é que algo pode ser chocante neste país. Veja alguns trechos :

Ação recorde resgata 1108 trabalhadores da cana no Pará

“ De acordo com o auditor fiscal do trabalho e coordenador da ação, Humberto Célio Pereira, havia trabalhadores que recebiam apenas R$ 10,00 por mês, já que os descontos ilegais realizados pela empresa consumiam quase tudo o que havia para receber de salário. O auditor informa ainda que a comida fornecida aos trabalhadores estava estragada e havia várias pessoas sofrendo de náuseas e diarréia.

A água para beber, segundo relato dos empregados na fazenda, era a mesma utilizada na irrigação da cana e, de tão suja, parecia caldo de feijão. O alojamento, de acordo com Humberto, estava superlotado e o esgoto corria a céu aberto. Vindos em sua maioria do Maranhão e do Piauí, não havia transporte à disposição dos trabalhadores para levá-los da fazenda ao centro de Ulianópolis, distante 40 quilômetros.

O diretor da Pagrisa, Fernão Villela Zancaner, informa que ainda aguarda uma notificação oficial do MTE sobre as irregularidades trabalhistas para poder se pronunciar. "Cem por cento dos nossos funcionários têm carteira assinada. Sempre sofremos fiscalizações e nunca tivemos problemas. Estamos surpresos com essa fiscalização que não é corretiva, mas punitiva", afirma. O grupo produz cerca de 50 milhões de litros de álcool a cada ano em Ulianópolis. E mantém no mesmo local uma usina de açúcar com produção de 200 quilos por dia. O principal comprador de etanol da empresa é a Petrobras, que já informou, por meio de sua assessoria, a suspensão da compra de álcool da Pagrisa.

Se os números se confirmarem, esta será a maior libertação de trabalhadores realizada no país. Desde que os grupos móveis de fiscalização foram criados, em 1995, a maior libertação havia acontecido na Destilaria Gameleira, em junho de 2005, quando 1003 pessoas foram libertadas. Apesar da cana figurar entre as maiores libertações, esta não é a atividade que mais usa trabalhadores escravos no país - posto esse que pertence à criação de gado bovino.

O Pará é recordista no número de trabalhadores libertados da escravidão - foram mais de 8,7 mil desde 1995. Essa é uma das primeiras ações envolvendo a cana-de-açúcar no estado. A pecuária bovina, a produção de carvão para siderurgia, a extração de madeira e o cultivo de pimenta-do-reino são atividades nas quais a incidência de trabalho escravo no Pará tem sido mais freqüente. “

Cadeia neles! Desaproprição das terras usadas no trabalho escravo !

Quem pensa que isso é so no Pará, não andou em um canavial paulista ou paranaense, ou ainda visitou a casa de um cortador de cana, eu posso dizer sem medo de errar, já estive la, e o que eu vi, é que me faz ser tão contundente.

Veja o texto completo, e muito mais no link : http://www.reporterbrasil.com.br/exibe.php?id=1102

Paz e Bem.... Sempre !

sexta-feira, 22 de junho de 2007

USA E ABUSA DA NATUREZA


Nos idos dos anos 80, quando militava no movimento estudantil, bons temos, naquela época éramos NÓS contra ELES.

Bom......hoje em dia o inimigo está em todo canto. Credo !

Havia um companheiro, o Ari Deker, então presidente da UPE- União Paranaense dos Estudantes , que em suas falas, dizia que de fato éramos radicais, RADICAIS, no sentido lato da palavra, segundo o HOUAISS , entre outros significados estão : Relativo ou pertencente à raiz ou à origem; original: relativo ou pertencente à raiz ou à origem; original; que parte ou provem da raiz.

Com esta afirmação, companheiro nos lembrava que os problemas, tinham que ser enfrentados em sua origem, na sua raiz, na causa, e não nos seus efeitos, e que discussão só valia a pena, em busca de soluções.

Pois bem, o assunto do A COISA TÁ PRETA é QUEIMADAS DA CANA, O CRIME AMBIENTAL que elas representam.

Hoje apresento para vocês os HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS POLICICLICOS (HPAs), até o nome é feio.

Essas coisinhas podem, causar câncer, alem de outros efeitos nefastos no nosso organismo.

Um trabalho muito interessante do Engenheiro Florestal Eleutério Langowski , que encontrei no site da Associação de Proteção do Meio Ambiente de Cianorte, fala dos HIDROCARBONETOS AROMÁTICOS POLICÍCLICOS (HPAs), com o sugestivo nome :”QUEIMA DA CANA – UMA PRÁTICA USADA E ABUSADA” o perito em MEIO AMBIENTE, demonstra os danos (IRREPARÁVESIS) ) que a prática da QUEIMADA DA CANA causa aos seres vivos.

O autor do belo trabalho de pesquisa (obrigado e parabéns) : Engenheiro Florestal – Crea 8107-D/PR. Perito em Crimes Ambientais Especialista em Gestão e Auditoria Ambiental. O trabalho merece ser lido, com atenção VAI NO LINK http://www.apromac.org.br/QUEIMA%20DA%20CANA.pdf .

Obs : A foto de hoje também foi tirada da pesquisa.

PAZ E BEM ......SEMPRE !!!!

sábado, 16 de junho de 2007

BANDIDOS AMBIENTAIS!!!!!


Que pena você aplicaria a um delinqüente

que colocasse veneno em sua caixa d`água ?

E se a caixa d`água fosse a da cidade?

Pois é, tem gente que envenena a água, a terra e o ar, e ainda ganha dinheiro, muito dinheiro!

A manchete do Jornal Tribuna do Vale diz tudo:

USINA JACAREZINHO AUTUADA POR DANO AMBIENTAL.

Nada pessoal, apenas fico pensando..... Em tempos como os atuais, CRIMES como este, são cometidos CONTRA A HUMANIDADE!!!!

E como tais deveriam ser tratados.

Multar é pouco, assim como as terras utilizadas para o PLANTIO DE DROGAS e também aquelas em que comprovadamente se utiliza TRABALHO ESCRAVO, as propriedades em que, na busca do lucro o proprietário, ou seus empregados CAUSAREM DANO AMBIENTAL, devem ter sua TERRA DESAPROPRIADA !

No meu entendimento, o CRIMINOSO AMBIENTAL É PIOR QUE TRAFICANTE, o traficante, nefasto ser para a sociedade, atinge, via de regra, uma parcela reduzida da sociedade, e que pode optar entre usar ou não a droga.

Já o CRIMINOSO AMBIENTAL nos atinge a todos, sem distinção, de raça, classe social, grau de instrução ou qualquer outro critério. ELE MATA O MUNDO!

Quem discordar, que exponha seus argumentos, mas seja rápido:

ANTES QUE O MUNDO ACABE !!!!!!

Paz e Bem.....Sempre!!!!!

terça-feira, 12 de junho de 2007

CUIDE BEM DO SEU CARRO!



Brasileiro gosta de carro, dizia a propaganda, brasileiro ama seu carro.

Brasileiro, primeiro quer carro, depois a casa própria!

Pois bem, se você não tinha motivos para odiar as queimadas da cana seus “probremas se acabaram -se”: Segundo pesquisas, a fuligem, ou seja o carvão que cai depois da queimada da cana é danosa para pintura dos carros.

O DIÓXIDO DE NITROGÊNIO resultante da queima da palha da cana e outros tipos de queimadas, inclusive de combustível fóssil ( gasolina, óleo diesel etc)

é prejudicial à pintura dos carros.

Aha! Agora você ficou bravo né?

Pois veja: www.institutoaqualung.com.br/info_ar57.html - 39k O artigo, de maneira simples e clara fala dos malefícios da poluição de forma geral, e menciona o dióxido de nitrogênio e seus efeitos. Outra matéria muito esclarecedora, você vai ver no Link http://marte.dpi.inpe.br/col/ltid.inpe.br/sbsr/2004/11.19.16.07/doc/2297.pdf , um bom material, que merece ser lido, ou pelo menos uma olhada.

Se o tal dióxido de nitrogênio é capaz de acabar com a pintura de um carro, já pensou o que não faz com nossos pulmões???

Bom moçada, por hoje é só, e lembre-se, se o seu carro já não tem aquele brilho, mesmo polindo, manda pintar de novo e envie a conta para os responsáveis, pois eles ganham dinheiro, e voce só prejuízo.

Paz e Bem.....Sempre!!!

sábado, 9 de junho de 2007

E TU HERDARÁS A TERRA..........


A terra, como bem universal, pertence a todos, alguns podem deter sua posse por uns poucos anos, séculos talvez, mas, ninguem é dono da terra, ela pertence à humanidade. Por essa razão quem detem momentaneamente seua posse não tem o direito de fazer o que bem entende com ela.

Deve cuidar para que ela continue produtiva, livre de contaminação. Não pode explorá-la, sem tomar os devidos cuidados.

O cultivo da cana de açúcar, à séculos, tem se demonstrado, uma cultura que “suga” os recursos da terra, e em poucos anos transforma solo fertil em matéria sem vida. Isso acontece em razão das queimadas, que eliminam microrganismos ( bactérias, fungos) que são responsáveis pela fertilidade do solo. Não é a cultura da cana em si que exaure a força da terra, mas sim a prática das queimadas. Pois se não hoouvessem queimadas, a palhada da cana, alem de repor matéria organica no solo, protegeria a terra , conservando sua umidade, os microrganismos, e a vida. Sobre este assunto uma matéria muito boa e oportuna eu encontrei no site da ADITAL:

http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=26600

( VISITE, GENTE BOA ESCREVE LÁ).

Leia o texto, não tenha, como diria?....... Preguiça mental! A matéria vai te dar bons motivos para concordar comigo e ver que A COISA TÁ PRETA !

Obrigado pela visita, deixe um comentário, a alegria do Blogueiro é ser pago com um comentário, bom ou ruim, ele é sempre e democraticamente bem vindo.


Paz e Bem.....Sempre!

quarta-feira, 6 de junho de 2007

O QUE VOCÊ TEM COM ISSO ???


Parece que a sociedade, a comunidade, enfim: O POVO, só demonstra preocupação quando SUA saúde está em perigo, ai meu irmão, é aquéla gritaria. Pois bem, A COISA TÁ PRETA, veja o texto :
Internações por asma e hipertensão aumentam durante a queima da cana-de-açúcar



Valéria Dias

Pesquisadores da Faculdade de Medicina (FM) da USP constataram que a queima da cana-de-açúcar na região de Araraquara (interior de São Paulo) provoca um aumento no número de internações por asma e hipertensão arterial na cidade. "A concentração de material particulado em suspensão durante o período da queima da cana é quase o dobro em relação ao período da não-queima", conta o médico Marcos Abdo Arbex, um dos autores do estudo.

Segundo Arbex, a queima da cana, que acontece entre os meses de abril e novembro, provoca a emissão de uma espécie de fuligem, composta por 90% a 95 % de partículas finas ou ultrafinas, que não são visíveis a olho nu. "Quando inaladas, essas partículas atingem os alvéolos pulmonares e a corrente sanguínea provocando uma resposta inflamatória com repercussão sobre o sistema respiratório e cardiovascular", explica o médico.

O estudo demonstrou que é maior o número de internações durante o período de queima da cana-de-açúcar. No caso da hipertensão, esse número é de 2,82 internações por dia, contra 1,92 na não-queima. Para os casos de asma são 1,43 e 0,95, respectivamente.

O médico afirma que para cada aumento de 10 microgramas de material particulado, há também um aumento de 5,67% nas internações por hipertensão e 5,05% por asma. Segundo Arbex, tanto a população urbana como a rural ficam igualmente afetadas pela exposição a uma alta concentração do poluente.

Arbex conta que estudos prévios do Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental da FM e outros centros de pesquisas internacionais já haviam mostrado a relação entre queima de biomassa e aumento de atendimento em emergências médicas e hospitalização por causas respiratórias.

"Este, entretanto, é o primeiro estudo na literatura mundial que mostra os efeitos adversos causados pela poluição atmosférica proveniente da queima deste tipo específico de biomassa (cana-de-açúcar) sobre o sistema cardiocirculatório", diz.

Medição do ar
A medição do material particulado aconteceu por meio de um aparelho chamado Hand-Vol, que foi colocado no centro da cidade, durante 494 dias, entre 23 de março de 2003 e 27 de julho de 2004. Os dados das internações foram retirados do Hospital São Paulo, em Araraquara, no mesmo período.

O Hand-Vol aspira o ar e retém as partículas em suspensão por meio de um filtro, que foi trocado diariamente. A medição do material era feita a cada 24 horas e os dados eram colocados em um computador que mostrava a concentração de material particulado em miligramas por litro.

A pesquisa, realizada no Laboratório de Poluição Atmosférica Experimental do Departamento de Patologia da FM, teve a participaram dos pesquisadores Lourdes Conceição Martins, Regiane Carvalho de Oliveira, Flávio Ferlin Arbex, José Eduardo Delfini Cançado, Luis Alberto Amador Pereira, Paulo Hilário do Nascimento Saldiva, e Alfésio Luis Ferreira Braga.

O estudo foi apresentado no Congresso da American Thoracic Society, que aconteceu em maio de 2005 em San Diego, nos Estados Unidos, e recebeu o prêmio de melhor tema livre durante o XI Congresso Paulista de Tisiologia e Pneumologia, realizado no último mês de novembro, em São Paulo.

Mais informações: (0XX16) 9714-2882 ou (0XX16) 9961-2727, com o médico Marcos Arbex

São Paulo, 05/01/2006 - Boletim nº1774 http://www.usp.br/agen/bols/2006/rede1774.htm

Obrigado pela visita, volte sempre, deixe seu comentário, lembre-se a coisa é séria, mas com sua ajuda vamos virar o jogo, vamos em breve lançar uma campanha, o formato ainda não decidimos, mas só no BLA- BLA -BLA não sou de ficar.

Um abraço.

Paz e Bem.....Sempre!

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